Pensamentos aleatórios

24 de agosto de 2016

Não tem Saneago em Catalão, mas não foi por falta de tentativa

Ainda bem que não temos mais Saneago em Catalão.

Do contrário era bem possível que um dos mandatos de prisão da Operação Decantação fosse destinado a unidade da empresa em Catalão e testemunhássemos nossa cidade mais uma vez ocupando (de forma negativa) o noticiário nacional.

Ainda bem que a municipalização do serviço de abastecimento de água e tratamento de esgoto feita em 2001, ainda na primeira administração de Adib Elias, nos livrou desse escândalo.

MAS como recordar é viver, não custa nada lembrar que uma das primeiras "parcerias" do Jardel com o Governo de Goiás foi colocar placas da Saneago em Catalão:





O motivo não se sabe, afinal a Saneago não presta sequer assessoria à SAE, quanto mais uma parceria técnica.

Ainda bem, sorte nossa que essa parceria (assim como as outras) também não vingou, né?

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Desvios na Saneago: as voltas que a política dá

As voltas que o mundo da política dá são sempre muito interessantes. 

Em 1999, José Taveira Rocha (presidente da Saneago preso hoje na Operação Decantação) era auxiliar do governo goiano como liquidante da Caixego e ilustrava matéria de O Popular em que o governador Marconi Perillo anunciava rigor contra corruptos e "criminosos do colarinho branco":


Depois de 20 anos no poder José Taveira se tornou aquilo que ele dizia combater.

E essa é a "escola de administração" que Jardel segue, o "exemplo" e a "grande parceria" que Catalão tem e que "precisa" continuar por mais quatro anos.

Há alguns males que não precisamos deixar desenvolver. O melhor é cortar na raiz mesmo...

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Enquanto isso, no Cesuc...


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Polícia Federal prende presidente do PSDB de Goiás e mira desvio de recursos federais ocorridos na Saneago

Muitas pessoas se perguntam o que foi feito da arrecadação de mais de 1 bilhão de reais que Catalão teve nos últimos três anos e meio, haja vista a ausência de obras estruturantes e o excesso de empréstimos milionários e venda de patrimônio público para conseguir pagar os salários em dia, mas eis que uma operação da Polícia Federal deflagrada hoje no Rio de Janeiro pode dar uma ideia do ocorrido. Com informações do jornal O Globo:
 
Os parceiros: Marconi, Jardel, Ana Sebba, Valéria Perillo e Afrêni Gonçalves (presidente do PSDB)

RIO - Uma força-tarefa da Polícia Federal e do Ministério Público deflagrou nesta quarta-feira “Operação Decantação” com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pelo desvio de cerca de R$ 4,5 milhões em recursos federais a partir da empresa de saneamento público do estado de Goiás, a SANEAGO. Segundo o “Bom Dia Brasil” da TV GLOBO, na ação foram presos os presidentes do PSDB-GO, Afrêni Gonçalves, e da SANEAGO, José Taveira Rocha.

A operação, que contou com apoio do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, evitou um prejuízo de quase R$ 7 milhões. Cerca de 300 policiais federais cumprem 120 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 21 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão na sede de empresas envolvidas e de um partido político, além de residências e outros endereços relacionados aos investigados.

As ordens judiciais foram cumpridas em Goiânia/GO, Aparecida de Goiânia/GO, Formosa/GO, Itumbiara/GO, São Paulo/SP e Florianópolis/SC. Também foi determinado o afastamento da função pública de oito servidores e a proibição de comunicação entre nove envolvidos. A PF identificou que dirigentes e colaboradores da empresa Saneamento de Goiás S/A – SANEAGO promoveram licitações fraudulentas mediante a contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso.

Recursos públicos federais, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, de financiamentos do BNDES e da Caixa Econômica Federal, foram desviados para pagamento de propinas e dívidas de campanhas políticas. Outra forma de atuação da organização criminosa consistia no favorecimento pela consultoria contratada pela SANEAGO a empresas que participavam do conluio e que eram responsáveis, posteriormente, por doações eleitorais.

Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraudes em processos licitatórios.

O nome Decantação faz alusão a um dos processos de tratamento de água, em que ocorre a separação de elementos heterogêneos.

Lembrando que Catalão não está entre as cidades investigadas, justamente por não existir aqui uma Saneago, mas não foi por falta de tentativa, já que uma das primeiras "obras" de Jardel foi colocar placas da Saneago em Catalão: 


E essa é a "escola de administração" que Jardel segue, o "exemplo" e o "grande parceiro" de Catalão, que quer continuar por mais quatro anos...

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22 de agosto de 2016

Jardel na frente!!!


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O caso do furto das vacinas: A entrevista de Ivanete

Para quem não ouviu, reproduzo abaixo a entrevista de Ivanete Lino, concedida à Rádio Nova Liberdade FM, na qual ela conta sua versão sobre o desvio de vacinas ocorrido na Regional de Saúde de Catalão, em que ela, Maria Izabel Pereira Coelho e Andreia Maria dos Santos foram indiciadas como as únicas responsáveis pelo crime. Na entrevista Ivanete conta vários detalhes de sua prisão e acusa duas tucanas de alta plumagem de participarem e serem as verdadeiras mentoras da tramoia: a Primeira Dama, Ana Sebba, e a mãe do vereador João Antônio, Márcia Afiúne. Confira:
 

Ivanete concedeu essa entrevista motivada por declarações do deputado Gustavo Sebba à Rádio Sucesso, em que ele afirmou que as declarações de Ivanete não mereceriam crédito por ela ser uma ladra e traidora da confiança depositada. 

Ivanete não é santa, nem tenta se eximir da culpa de participar do desvio das vacinas, mas sua entrevista chama a atenção para uma questão fundamental: Se seu relato não tem credibilidade por ela ser ladra, malandra e trair a confiança de seus patrões, por quê é que o vereador João Antônio pagou sua fiança, o diretor do Procon é seu advogado e o deputado Gustavo Sebba até ontem conversava com ela e lhe pedia para "deixar a poeira baixar" para ser novamente nomeada como servidora comissionada municipal?

E o que será que Maria Izabel e Andreia Maria têm a dizer sobre as declarações de sua amiga?


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19 de agosto de 2016

Nem 8 nem 80: a real sobre os sargentos medalhistas


Do site da Superinteressante:
 
Um terço da delegação brasileira nos jogos é composta por sargentos. Entre eles, estão os três medalhistas de ouro: Rafaela Silva, sargento da marinha, Thiago Braz, da aeronáutica e Robson Conceição, também da marinha. Nove dos onze medalhistas, na verdade, são terceiros-sargentos das forças armadas.

Quem tem fetiche político por farda tece loas à disciplina militar pelo feito.

Quem não tem, tende a achar que é tudo farsa, já que ninguém ali é sargento de porcaria nenhuma. Eles são filhotes do “Programa Atletas de Alto Rendimento”: as Forças Armadas pegam o atleta pronto, dão automaticamente uma patente de terceiro-sargento e um salário de R$ 3.200. Em troca, esperam que eles batam continência num eventual pódio. Ninguém ali presta serviço militar. Eles só treinam. E se quiserem, podem usar as instalações dos quartéis para praticar seus esportes – coisa que muitos deles não fazem, já que treinam em clubes.

Ok. A questão aqui é a seguinte: esses dois pontos de vista estão certos. Consequentemente, estão errados também.

Porque esse caso, como todos os casos em que resolvem politizar qualquer coisa, não é 8 nem 80. Primeiro, o programa não é iniciativa de um Bolsonaro da vida, mas do governo Lula, numa parceria que o Ministério do Esporte e o da Defesa firmaram em 2008.

A ideia ali é aproveitar a capilaridade das Forças Armadas. Tem quartel em todo canto. Logo, atletas do Brasil todo passam a ter instalações para treinar – coisa que boa parte deles não tinha. Os salários equivalem a uma carta de alforria para a maior parte deles, já que sem esses R$ 3.200 os atletas sem patrocínio teriam de trabalhar – aí tchau olimpíada. Esses salários custam R$ 18 milhões por ano ao governo. Merreca. Isso é o que a Petrobras gasta em 20 dias com o aluguel de uma única sonda de petróleo. E a empresa opera 45 sondas. O ganho em “Felicidade Interna Bruta” para o país a cada medalha supera fácil um gasto desses.

É isso. Eles não são militares de verdade. Mas nem por isso o apoio das Forças Armadas é puramente midiático – ele faz diferença para os atletas, e proporciona um belo entretenimento para o resto dos brasileiros, a custo baixíssimo, aproveitando a estrutura que Exército, Marinha e Aeronáutica já têm. Aí tem é que bater continência mesmo, mas sem confundir as bolas.
 
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17 de agosto de 2016

Ué... cadê a logomarca da Prefeitura?


Perguntar não ofende: se é uma obra executada só com dinheiro do Governo Federal, por isso não tem a logomarca da Prefeitura na placa, será que o Marconi também vem inaugurar essa igual fez com a UPA?

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