Pensamentos aleatórios

3 de setembro de 2015

Quando a imagem da morte é necessária para nos lembrar dos vivos

Do blog do Sakamoto:

Soldado turco olha corpo de menino sírio, morto na tentativa de travessia para a Grécia (Fotos: Nilufer Demir/Reuters)

Li reclamações de leitores de jornais e sites indignados com a veiculação de uma imagem do corpo morto de um pequeno menino sírio, afogado e estirado em uma praia da Turquia após uma tentativa fracassada de sua família de atravessar o mar para fugir da guerra.

Publicadas com cuidado que o tema merece, por mais que doam aos olhos e mexam com o estômago e atrapalhem o jantar ou o café da manhã, imagens têm o poder de trazer a realidade para perto.

É fácil ficar indiferente diante de números de violência, mas com rostos a situação muda de figura. Dizer que milhares de pessoas morrem afogadas na tentativa de fugir do conflito na Síria ou de fome na África é uma coisa. Mas mostrar a morte de uma criança, usando as mesmas roupas e, quiçá, o mesmo corte de cabelo que o filho de qualquer um de nós é outra.

Ou trazer o corpo frio de um rapaz moreno, de olhos bonitos, que era marceneiro, e de sua noiva, professora, que gostava de cantar de manhã.

Ou ainda os cadáveres de três adolescentes de uma mesma família, que sempre esperavam até a noite acordadas a chegada do pai que trazia comida para dentro de casa.

Ou de um motorista de uma ambulância, que tinha orgulho do seu trabalho.

O outro deixa de ser estatística, e passa a ser um semelhante, pois é feito de carne e osso e não de números. Nesse momento, há uma aproximação, uma identificação, fundamental para empurrar os espectadores de um conflito para ações, de protesto, de boicote. Seja em uma crise humanitária no Mediterrâneo, em um massacre no Oriente Médio, em uma guerra entre grupos rivais na África, na luta pela independência do Sudeste Asiático ou por conta da violência armada em favelas das grandes cidades do Brasil.

Vivemos em um mundo cuja informação se espalha em tempo real. Mas, mesmo com essa facilidade, muitos se furtam de ter acesso ao mundo.

Ao mesmo tempo, a tecnologia bélica transformou certos conflitos em cenas de videogame, filtrando sangue, suor e vísceras pelas lentes de drones e câmeras de aviões e helicópteros. O que chega, não raro, à tela de uma TV, de um computador ou de um smartphone é algo asséptico, palatável, consumível em doses homeopáticas. Pois não parece humano e sim ficção.

Quando a comunicação é globalizada, cresce a força e a importância de ações globalizadas pela paz. Acertam os veículos de comunicação que divulgaram as imagens, como o UOL, que não configuram sensacionalismo como os programas espreme-que-sai-sangue da TV, que repetem aquilo que já se sabe pelo tesão da audiência. Mas são uma declaração pública contra a barbárie.

Diante disso, a ignorância do que acontece à nossa volta deixa de ser uma benção e passa a se configurar delinquência social.

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2 de setembro de 2015

Circulando no WhatsApp: A profissão do papai

Essa está circulando no WhatsApp dos catalanos:

A PROFISSÃO DO PAPAI
 
O dia dos pais se aproximava e a professora, querendo chamar a atenção dos alunos para a data, apontava para cada um dos estudantes e fazia uma simples pergunta:
- Pedrinho, qual a profissão de seu pai?
- Advogado, professora.
- E a do seu pai, Marianinha?
- Engenheiro.
- E o seu, Aninha?
- Ele é médico
- E o seu pai, Gustavinho, o que faz?
Visivelmente envergonhado, o jovem Gustavinho, olhando para baixo, passando uma mão por cima da outra, quase enchendo os olhos de água respondeu: - Ele... Ele.. Ele é dançarino numa boate gay!
- Como assim?! - perguntou a professora, totalmente espantada com aquela revelação.
- É isso mesmo, 'fessora... ele dança numa boate vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas, os homens passam a mão nele, colocam dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele.
A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos Gustavinho.
Ela caminhou até o garoto e, no intuito de ajudar, novamente perguntou:
- Menino, o seu pai realmente faz isso?
Olhando para os lados, para checar se estavam realmente sozinhos, o jovem respondeu: - Num é verdade não, 'fessora,  mas agora que a sala tá vazia, eu posso falar.

- Então, menino, o que é que seu pai faz que você não podia falar na frente de seus coleguinhas?
- Ele é PREFEITO DE CATALÃO!!! Mas dá uma vergonha danada de falar isso na frente dos outros!!!

Coitado do Gustavinho...



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31 de agosto de 2015

Enquanto isso, em Catalão...

Em cartaz dois grandes sucessos:


Um é sucesso de público, o outro de crítica (negativa), mas ambos estão falados na cidade.

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27 de agosto de 2015

Sete mentiras que te contam para você amar cegamente seu país

Do blog do Sakamoto:
 
Muito cuidado com lugares-comuns feitos para ajudar a forjar ou fortalecer o “amor à pátria'', mostrando que somos iguais (sic) e filhos e filhas da mesma pátria (sic sic). Aceitar isso de forma acrítica é ignorar que a maioria é tratada como um bando de renegados, sem direito a nada além de gerar riqueza – para outros. Vamos a alguns deles:
 
1) A letra do hino nacional brasileiro não é uma das mais bonitas do mundo, ao contrário do que afirmam correntes que circulam na rede. Até porque é impossível mensurar tal coisa. Mas ainda temos tristes índices de iletramento.
 
 
2) Também é mito que a bandeira nacional (cujo verde não surgiu para representar “nossas matas'', mas sim a casa imperial de Bragança) é considerada uma das mais belas. Mas somos reconhecidos pelas altas taxas de desmatamento.
 
 
3) O povo brasileiro não é, necessariamente, o mais alegre do planeta. Mas é um dos campeões de desigualdade social e de concentração de renda.
 
 
4) A democracia racial, apesar de alardeada como exemplo planetário, não existe e, por isso, não nos define. O que nos explica são séculos de escravismo e suas heranças.
 
 
5) O Brasil não é o país que tem a mulher mais bonita do mundo. Até porque esse país não existe. Mas somos um país reconhecidamente machista.


6) Nossa comida não foi eleita a mais gostosa e saudável. Mas estamos entre os campeões globais de uso de agrotóxicos.
 
 
7) Não está escrito em lugar algum que teremos um futuro grandioso pela frente. E se continuarmos maltratando o meio ambiente em nome do consumismo desenfreado, talvez nem tenhamos um futuro.


O melhor de tudo é que quando levantamos indagações sobre quem somos e ao que servimos e conclamar ao espírito crítico, somos acusados de não amar o país, no melhor estilo “Brasil: ame-o ou deixe-o'' dos tempos de chumbo da ditadura cívico-militar.
 
Pois, para muitos, brasileiro bom é brasileiro que sabe o seu lugar. E aceita de forma bovina.


Orgulho de ser brasileiro. Mas nem sempre.
 
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26 de agosto de 2015

FIASCO: Prefeitura de Catalão tenta homenagear ex-atleta do CRAC, mas coloca o nome errado na placa

E ainda tem gente que diz que eu sou implicante...

Depois de provar desconhecer sua cidade chamando o morro do Santo Antônio de morro de São Sebastião, passando pela vergonha de chamar a avenida Farid Miguel Safatle de Americano do Brasil e complementando com chamar de Rafis Abrão o parque Kalisto Abrão o debochado digníssimo prefeito de Catalão, Jardel Sebba, cometeu mais uma de sua gafes ao tentar homenagear o ex-atleta do CRAC, Lázaro Domingues, colocando  o nome do campeão goiano de 67 em um "complexo esportivo" localizado no bairro Primavera. Confira a placa e veja a gafe:


Lázaro DOMINGOS?!

Por favor, prefeito, se quer homenagear alguém ao menos escreva o nome correto da pessoa.

É claro que, com certeza, a culpa não é do Jardel, pois o prefeito, competentíssimo e sério, delegou a tarefa de escrever o nome do homenageado a alguém de sua equipe, certamente algum Secretário (vamos colocar na conta do Abadio, porque já se demitiu mesmo), mas é de espantar que ninguém entre os comprometidos comissionados da gestão tucana tenha percebido o erro e deixado inaugurar uma obra que encerraria os festejos do aniversário da cidade com o nome errado do homenageado escrito na placa.

Já pensou se erram o nome do prefeito (Jardel SABBÃO)?!

Existe uma palavra que define bem esse tipo de episódio e, coincidentemente, define essa gestão: FIASCO!

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A mídia e sua cobertura nada tendenciosa em duas imagens

A notícia, assim que saiu:




A notícia, logo depois que o Aécio viu:



Essa imprensa "imparcial" é uma coisa...

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Reportagem da TV Anhanguera sobre os dois corpos carbonizados encontrados na represa do Clube do Povo

Para quem ainda não viu:


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A evolução do ser humano


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25 de agosto de 2015

O que os dois corpos carbonizados encontrados na represa dizem sobre Catalão?


Dois corpos carbonizados em uma das regiões mais nobres da cidade (talvez a mais nobre), em um local amplamente frequentado pela população para a prática de lazer, teoricamente vigiado por várias câmeras de segurança presentes em cada residência e pela força policial, que ostensivamente está ali para garantir a segurança dos populares, e, infelizmente, nada disso impediu nossa cidade de entrar no seleto grupo das cidades mais violentas de Goiás.

Tiroteios são frequentes, roubos e furtos nem se fala, novos assassinatos (ou tentativas) quase que semanalmente, corpos abandonados em veículos e esquartejados em parques municipais e agora moradores de rua queimados enquanto dormiam (se é que estavam dormindo, a perícia dirá), algo frequente nos grandes centros, onde a exclusão e a invisibilidade dessas pessoas é muito maior, mas raríssimo no interior do Brasil.

O que acontece com nossa cidade? Males do crescimento? Da individualidade? Consequências negativas, mas normais, do "progresso"? Algo está muito errado...

Esse fato lamentável precisa ser investigado a fundo pela polícia. Assassinato ou acidente? Ainda não é possível saber com certeza, mas, acho eu, que o primeiro instinto de alguém que estivesse pegando fogo perto de um represa seria gritar e correr em direção à água, algo que ninguém ali perto testemunhou a noite passada. Num local em que capivaras são fotografadas de madrugada é muito estranho que ninguém tenha visto ou ouvido nada fora do comum.

O destino de moradores de rua é algo normalmente ignorado pela sociedade, marginalizados em todos os seus direitos até o de sobreviver em paz, mas não podemos ignorar que o número deles em Catalão vem aumentando consideravelmente e também não podemos admitir que dois corpos carbonizados, mendigos ou não, possa ser considerado algo normal, corriqueiro, um "índice bem aceitável" como já disse o prefeito sobre a criminalidade em nossa cidade, pois aí estaremos naturalizando a barbárie e passaremos a achar corriqueiro balas perdidas, grupos de extermínio, serial killers eoutras barbaridades, males do progresso que existem em toda grande cidade.

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24 de agosto de 2015

O incrível prefeito que derreteu

- Inauguração de obras sem a presença do povo;

- Comissionados sem educação;

- Desfile cívico desprestigiado pela população;

- Secretário de Saúde pedindo demissão;

- 12 milhões de reais em dívidas com os fornecedores locais;

- Incompetência sendo noticiada nos jornais da capital;

- A maior rejeição de todos os tempos (ganha da Dilma);

Apenas alguns fatos da incrível história da gestão que derreteu a ponto de escorrer:


E todo dia tem um fato novo.

Qual será o de amanhã?

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