Pensamentos aleatórios

27 de março de 2017

Solidariedade tucana: revista de Dória, bimestral, passa a ser mensal... e com anúncios do Governo de Goiás!!!*


Desde que assumiu a prefeitura de São Paulo, o tucano João Doria Jr. tem dado todos os sinais de que não está nem um pouco interessado em respeitar o princípio da impessoalidade na administração pública. Sua gestão tem se destacado pelo personalismo e pelo populismo, com uma promiscuidade entre o público e o privado que se choca frontalmente com o discurso de “moralidade”.

Em três meses à frente do cargo, Doria já fez propaganda das vitaminas de uma rede de farmácias, parceira da prefeitura, em pleno exercício da função; já cobrou apoio financeiro à sua empresa para fazer palestras como prefeito; usou dinheiro privado para promover sua gestão em partida da seleção brasileira; e, agora, utiliza a visibilidade como prefeito para fazer sua própria revista crescer.

Foi o grupo Doria mesmo quem anunciou, na semana passada, que a revista Lide, principal publicação da Doria Editora, vai passar a circular mensalmente e não a cada dois meses como acontecia. Todas as edições agora também passam a ser acompanhadas de encartes temáticos sobre varejo, empreendedorismo, marketing, saúde e agronegócio. Tudo regado a muita publicidade pública e privada, lógico. Interessante que a revista parecia parada antes de o prefeito assumir: a última postagem no twitter é de dois anos atrás.


Com 124 páginas e tiragem de 40 mil exemplares, a primeira revista LIDE mensal vai chegar às bancas de todo o país ao preço de 15 reais, e está destinada ao público “triplo A”. Segundo os editores, a publicação conta com 21 anunciantes: Audi, Convention Center, Copacabana Palace, Easy Way, Fórum Nacional do Varejo, Fórum Empresarial, GJP, Galeria Bia Doria, Hap Vida, Hotel das Cataratas, HZ Eventos, Person of The Year, Piselli, Prodent, Rodeio, Sapore, Vivo e TV Lide. Em tempos em que a publicidade na mídia escasseia e os veículos estão demitindo gente, pode-se dizer que a revista do prefeito de São Paulo é a única que cresce no país.

Chama a atenção que, entre os anunciantes da revista de Doria, estejam duas empresas farmacêuticas, a Ultrafarma e a EMS, que anunciaram recentemente uma parceria com a prefeitura para entregar medicamentos na rede municipal de saúde (foi também a Ultrafarma quem patrocinou a faixa “Cidade Linda” no Brasil X Uruguai). Salta aos olhos ainda que a publicação do prefeito, que alardeia seus anseios privatistas, continue a receber anúncios públicos do governo do Estado de Goiás, administrado pelo tucano Marconi Perillo, colega de partido de Doria.

Em setembro do ano passado, foi noticiado que os governos tucanos do Paraná, Mato Grosso, Goiás e São Paulo repassaram mais de 10 milhões de reais a empresas de Doria desde 2010. Também veio à tona que só o governo de São Paulo, capitaneado por seu padrinho político Geraldo Alckmin, pagou 1,5 milhão de reais por anúncios nas revistas da Doria Editora. O que espanta é que, mesmo com Doria ocupando cargo público, governos do PSDB continuem anunciando na revista do prefeito. Republicanismo para quê?

Agindo assim, Doria, que foi eleito dizendo não ser político, comporta-se de forma clientelista e fisiológica como qualquer coronel da velha política, promovendo uma mistura imoral entre o público e o privado. Nesta toada, termina o mandato como prefeito com sua revista virando semanal. Isto é, se não se lançar à presidência antes.

*Com informações do blog da Cynara Menezes.

Compartilhe:

A reforma trabalhista resumida em uma charge


A CLT não deixará de existir, é verdade, apenas os empregados por suas regras...

Compartilhe:

A carne é fraca, o leite tem formol, os vegetais têm agrotóxico, a maionese tem salmonela e o brasileiro é...


Compartilhe:

24 de março de 2017

Descobrindo a verdadeira função do cargo...

Desde que foi anunciado como Chefe do Gabinete de Gestão da Governadoria o ex-prefeito de Catalão, Jardel Sebba, defenestrado do município ao ter sua gestão rejeitada nas urnas por 70% dos eleitores, prega aos quatro ventos que seria o "articulador político" de Marconi, responsável pela interlocução do Governo com os prefeitos da base aliada, com a Assembleia Legislativa e com os deputados federais e senadores que apoiam o governo estadual.

Jardel faz isso num gigantesco exercício de autoestima, haja vista que as reais atribuições do cargo que ocupa se resumirem a ser uma espécie de governanta do Palácio das Esmeraldas e a articulação política do Governo ter ao menos três responsáveis de fato: Tayrone di Martino, Secretário de Governo; Sérgio Cardoso, Secretário Extraordinário de Articulação Política; e Francisco Oliveira, deputado estadual e líder do governo na Assembleia.

Ou seja, com ao menos três articuladores, sendo dois deles SECRETÁRIOS, difícil acreditar que o terceiro chefe de gabinete do governador acumularia essa função, ainda mais dado o histórico recente de resultados eleitorais frustrantes e candidatos derrotados apoiados pelo ex-prefeito.

Mas então se a articulação política não é a real função de Jardel junto ao Governo de Goiás qual seria ela de fato?

O cargo é um claro prêmio de consolação recebido, mas pela divulgação dos visitantes que recebe (ex-prefeitos, ex-vereadores, ex-quaisquer coisa) a gente pode ter a noção que uma das funções de Jardel é ser cicerone dos derrotados que visitam o Palácio das Esmeraldas (o que, diga-se, condiz bem com sua recente realidade política), mas o twitte de hoje, sobre a visita do jornalista Cristiano Silva, dá uma pista que Jardel acumula também a função de ser um piadista palaciano:


Considerar best-seller um amontoado de documentos produzidos por uma investigação fraudulenta, rejeitados como prova pela Justiça, e achar que financiar a impressão de exemplares de um livreto distribuído gratuitamente significa esgotar edições só pode ser piada, pois não é coisa de gente séria (talvez seja de gente doente da cabeça).

Triste isso: um sujeito que já foi deputado por quatro mandatos, presidente da Assembleia por três vezes, Governador Interino em duas oportunidades e prefeito da mais importante cidade do sudeste goiano acabar sua carreira política como bobo da corte no Palácio das Esmeraldas.

Mas cada um recebe o cargo que merece, quem sou eu para discordar do Governador...

Compartilhe:

Facada nas costas: Goiás 24 Horas classifica encontro de Adib e Marconi como "política de alto nível"

O Goiás 24 Horas, o site mais marconista da internet, editado pelo jornalista Cristiano Silva ("autor" do livro da Operação Ouro Negro), enfiou uma faca nas costas do Chefe do Gabinete de Gestão da Governadoria, o ex-prefeito de Catalão, Jardel Sebba, ao publicar na tarde de quarta-feira, 22 de março, mais um texto sobre o encontro de Adib Elias e Marconi Perillo na cerimônia de inauguração da John Deere:


Segundo o Goiás 24 Horas o encontro tem "importância histórica" e é uma prova de "política em alto nível" feita pelos dois líderes.

Quem conhece a política de Goiás sabe que o Goiás 24 Horas é o blog de recados oficial do Marconi Perillo, para adversários e aliados políticos. Nesse caso, a a mensagem de política de alto nível feita com Adib Elias é um tapa na cara de quem torcia pela manutenção do distanciamento dos dois políticos.

Os tempos são outros e os políticos que não se adaptarem estão fadados ao fracasso nas urnas, só não vê quem não quer ou está cego pelo ciúme.

Compartilhe:

23 de março de 2017

Friboi tenta se redimir com comercial, mas exibe picanha vencida em 2013

A JBS, empresa envolvida no escândalo da Operação Carne Fraca, publicou um comercial para tentar “limpar a imagem” da empresa no YouTube, na última terça-feira (21). O vídeo mostra depoimentos de funcionários falando sobre os padrões de qualidade da empresa e das marcas produzidas.

Porém, aos 14 segundos do comercial, um selo é colado em uma peça de picanha da Friboi. O informativo mostra que a validade da carne é de 2013. Ou seja, a peça está supostamente vencida há quatro anos. A gafe viralizou e internautas comentaram sobre o assunto:

 

Em nota, a JBS esclareceu que o comercial foi gravado em sete horas. Por isso, muitas imagens foram retiradas de arquivos da empresa. Sendo assim, a data do selo é um detalhe que passou pela edição.

“Informamos que o filme foi produzido a partir de imagens de arquivo. A campanha reforça o compromisso da companhia com a alta qualidade e segurança alimentar em todos os produtos de suas marcas”, diz a empresa.

Diante da repercussão a empresa retirou o vídeo do ar. 

Compartilhe:

Reforma Política?


Compartilhe:

A verdadeira carne podre


Compartilhe: