Pensamentos aleatórios

27 de julho de 2014

Diferenças diplomáticas entre Brasil e Israel



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Divulgado o trailer de Os Vingadores 2: A Era de Ultron


Os nerds piram!!!

Os Vingadores 2 - A Era de Ultron, teve seu primeiro trailer exibido durante a San Diego Comic-Con.

A prévia começa com os heróis reunidos em uma festa na Torre dos Vingadores (a antiga Torre Stark) tentando levantar o Mjolnir, o martelo de Thor. Ninguém consegue tirar ele do lugar, apenas Steve Rogers, o Capitão América, faz o objeto se mover um pouco. "Nenhum de vocês é merecedor dele", diz o filho de Odin.

De repente Ultron, o vilão do filme, entra no local e declara guerra aos Vingadores. "Só existe um caminho para a paz. A exitinção [da raça humana]", diz o robô ainda em sua forma primitiva. A partir daí, o clipe mostra uma montagem de cenas de ação com muitas lutas e explosões em diversos cenários diferentes. Um dos trechos mostra Bruce Banner em uma floresta e em seguida a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) diz "nada dura para sempre".

O corte mostra o Homem de Ferro vestido com a Hulkbuster, armadura especial para enfrentar o Hulk. Os dois começam a lutar e o gigante joga Tony Stark em um carro. Ultron então aparece em sua última forma, com ar ameaçador. O trailer termina com Homem de Ferro olhando desolado para os corpos dos Vingadores no chão e o escudo do Capitão América partido ao meio. 

Os Vingadores 2 - A Era de Ultron chega aos cinemas em maio de 2015.

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25 de julho de 2014

Uma semana de tragédias na aviação...


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O que está em jogo na Faixa de Gaza

Por Marco Aurélio Garcia

Esta nota estará seguramente desatualizada quando for publicada. Mais de setecentos palestinos - grande parte dos quais mulheres, crianças e anciãos - foram mortos nos bombardeios das Forças Armadas israelenses na Faixa de Gaza desde que, há duas semanas, iniciou-se uma nova etapa deste absurdo conflito que se arrasta há décadas. A invasão do território palestino provocou também mais de 30 mortos entre os soldados de Israel.

O governo brasileiro reagiu em dois momentos à crise. Na sua nota de 17 de julho “condena o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza contra Israel” e, ao mesmo tempo, deplora “o uso desproporcional da força” por parte de Israel.

Em comunicado de 23 de julho e tendo em vista a intensificação do massacre de civis, o Itamaraty considerou “inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina” e, uma vez mais, condenou o “uso desproporcional da força” na Faixa de Gaza. Na esteira dessa percepção, o Brasil votou a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU (somente os Estados Unidos estiveram contra) que condena as “graves e sistemáticas violações dos Direitos Humanos e Direitos Fundamentais oriundas das operações militares israelenses contra o território Palestino ocupado” e convocou seu embaixador em Tel Aviv para consultas.

A chancelaria de Israel afirmou que o Brasil “está escolhendo ser parte do problema em vez de integrar a solução” e, ao mesmo tempo, qualificou nosso país como “anão” ou “politicamente irrelevante”.

É evidente que o governo brasileiro não busca a “relevância” que a chancelaria israelense tem ganhado nos últimos anos. Menos ainda a “relevância” militar que está sendo exibida vis-à-vis populações indefesas.

Não é muito difícil entender, igualmente, que está cada dia mais complicado ser “parte da solução” neste trágico contencioso. Foi o que rapidamente entenderam o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois de suas passagens por Tel Aviv, quando tentaram sem êxito pôr o fim às hostilidades.

Como temos posições claras sobre a situação do Oriente Médio – reconhecimento do direito de Israel e Palestina a viverem em paz e segurança – temos sido igualmente claros na condenação de toda ação terrorista, parta ela de grupos fundamentalistas ou de organizações estatais.

Estive, mais de uma vez, em Israel e na Palestina. Observei a implantação de colônias israelenses em Jerusalém Oriental, condenadas mundialmente, até por aliados incondicionais do governo de Tel Aviv. Vi a situação de virtual apartheid em que vivem grandes contingentes de palestinos. Constatei também que são muitos os israelenses que almejam uma paz duradoura fundada na existência de dois Estados viáveis, soberanos e seguros.

É amplamente conhecida a posição que o Brasil teve no momento da fundação do Estado de Israel. Não pode haver nenhuma dúvida sobre a perenidade desse compromisso.

Temos reiterado que a irresolução da crise palestina alimenta a instabilidade no Oriente Médio e leva água ao moinho do fundamentalismo, ameaçando a paz mundial. Não se trata, assim, de um conflito regional, mas de uma crise de alcance global.

É preocupante que os acontecimentos atuais na Palestina sirvam de estímulo para intoleráveis manifestações antissemitas, como têm ocorrido em algumas partes, felizmente não aqui no Brasil.

A criação do Estado de Israel, nos anos quarenta, após a tragédia do Holocausto, foi uma ação afirmativa da comunidade internacional para reparar minimamente o horror provocado pelo nazi-fascismo contra judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e socialdemocratas. Mas o fantasma do ressurgimento ou da persistência do antissemitismo não pode ser um álibi que justifique o massacre atual na Faixa de Gaza.

O Brasil e o mundo têm uma dívida enorme para com as comunidades judaicas que iluminaram as artes, a ciência e a política e fazem parte da construção da Nação brasileira. Foi esse sentimento que Lula expressou em seu discurso, anos atrás, na Knesset, quando evocou, por exemplo, o papel de um Carlos e de um Moacir Scliar ou de uma Clarice Lispector para a cultura brasileira. A lista é interminável e a ela se juntam lutadores sociais como Jacob Gorender, Salomão Malina, Chael Charles Schraier, Iara Iavelberg, Ana Rosa Kucinski e tantos outros.



Nunca os esqueceremos.


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Eleições 2014: linguagem de sinais


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