Pensamentos aleatórios

4 de fevereiro de 2016

Parabéns Catalão! O prefeito faz aniversário, mas quem ganha o presente é o povo da cidade


O prefeito Jardel Sebba está fazendo aniversário, mas quem ganha o presente é a população de Catalão:

Ganha ruas esburacadas;
Ganha postes com lâmpadas queimadas;
Ganha aumento da violência;
Ganha aumento de IPTU;
Ganha empréstimos milionários;
Ganha leilão de lotes;
Ganha um ginásio deteriorado;
Ganha mais de mil demitidos no mercado;
Ganha um comércio quebrado;
Ganha um povo desanimado;
Ganha um prefeito debochado, que tem certeza que é deus e por isso tem que ser louvado, acha que está tudo lindo e o povo que reclama que é alienado.

Compareça à festa, hoje, às 16:45h, na porta da Prefeitura.

Vá de verde e amarelo (pra sair na propaganda e ser filmado).

Os comissionados já foram convocados: venham, ou o contrato de trabalho está encerrado. 

Os estagiários do IEL já foram comunicados: compareçam, ou o estágio está acabado.

Os beneficiados pela Ação Social já foram ameaçados: quem não vier terá o benefício cortado.

Até as mães que tem crianças nas creches foram avisadas: tragam suas crianças, ou o leite será derramado.

A mensagem é uma só: apareça, sua AUSÊNCIA será notada!!!

Compartilhe:

Ato de desagravo do padre Murah Rannier

Compartilho aqui no blog o Ato de Desagravo do padre Murah Rannier, publicado no Facebook, em razão de um violento ataque de intolerância religiosa que ocorreu na missa de ontem, na paróquia São Francisco:


ATO DE DESAGRAVO

Dirijo-me a vocês com o coração ainda apertado diante das realidades ocorridas no dia de hoje, onde durante a Santa Missa uma intromissão em meio ao ato litúrgico gerou grande consternação e pesar à assembleia reunida em oração.

Um homem protestante adentrou e aviltou o sentimento de nossa comunidade, afrontando-nos dizendo que veio nos libertar e anunciar-nos a verdade. A seguir soltou impropérios contra nossa fé. Agimos com respeito, o abracei, e tentei acolhê-lo para acalmá-lo, convidei a comunidade a rezarmos, orientei sobre como é nossa atitude de fé, mas após postar-se atrás do altar e pôr-se em atitude de desrespeito, os ministros o alertaram que ali ele não poderia ficar e agindo com ignorância e tendo derrubado a credência com os objetos litúrgicos, alguns paroquianos o contiveram e o carregaram dali. 
 
Entretanto, ele não é o culpado de tudo. Os culpados são aqueles que em suas "igrejas" colocaram isso em sua cabeça, que introjetaram nele essa aversão à Igreja Católica, que lhe incentivaram dizendo que imagens devem ser quebradas, que Cristo crucificado é errado. São Paulo não concordaria com eles (1 Cor 1, 17-25)...

Pobres ignorantes, vivem para protestar a fé Católica instituída por Cristo (Mt 16, 18-19) e, assim, cada vez mais se afastam do projeto de Cristo. Cristo rezou pela unidade, "que todos sejam um" (Jo 17, 11.20-23), clamou ao Pai por essa unidade ao longo dos tempos. Lhes digo, onde está o Espírito Santo há unidade, comunhão, e ali está a Igreja de Cristo. Onde há divisão, divergências, doutrinas e visões diferentes, pode haver qualquer coisa, menos o Espírito Santo. Quando cada um fala o que quer, o que acha que é o certo, e se alguém discorda já é motivo para fundar uma nova " igreja", vemos que os interesses são humanos e não divinos. O desejo divino é claro: "Que todos sejam um" (Jo 17, 11.20-23).

Os incomodados que se convertam, nós estamos no caminho de Cristo. As portas da Igreja Católica estão e sempre estarão abertas a acolher aqueles que desejam fazer a experiência da misericórdia, do perdão, da reconciliação. Quanta gente em momentos de dúvidas e angústias a abandonou por diversos motivos, mas ela é sua casa e continuará sendo sua casa. Lembre-se, o filho sempre encontrará o Pai misericordioso ansioso à sua espera para festejar o seu retorno (Lc 15, 11-32).

Convido aos católicos a rezarem um Pai Nosso e uma Ave Maria em DESAGRAVO ao ocorrido hoje. Aqueles que tiverem feito sua prece, ponham um amém abaixo... Deus os abençoe!
 
Compartilhe:

3 de fevereiro de 2016

Em defesa do emprego ou dos milionários?


O prefeito de Catalão diz que vai ser testemunha de defesa da MMC na ação penal da Operação Zelotes, que tramita na Justiça Federal.

Segundo mensagem divulgada no Facebook, Jardel vai dar testemunho da importância da MMC na região sudeste como geradora de empregos e riquezas, mas não é isso que a Operação Zelotes está apurando e nem são os trabalhadores da MMC acusados de nada para precisarem de testemunhas de defesa, são os DONOS que precisam do testemunho de Jardel para tentarem justificar os crimes dos quais são acusados. São os milionários que chamaram Jardel em sua defesa, não os mais de mil trabalhadores demitidos (que se esperassem o Jardel para defendê-los talvez fossem muitos mais).

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o dono da MMC, Eduardo Souza Ramos, seu ex-sócio e ex-presidente da empresa Paulo Arantes Ferraz, e o atual presidente da empresa, Roberto Rittscher.

Os três estão envolvidos com fraudes fiscais milionárias, através de propinas pagas a conselheiros de uma junta do Ministério da Fazenda que julga recursos sobre infrações tributárias (CARF).

A cúpula da MMC foi a principal operadora do esquema de corrupção descoberto pela Operação Zelotes, em que a Polícia Federal desbaratou as fraudes fiscais – em uma delas, a empresa de livrou do pagamento de R$ 266 milhões em impostos através de uma propina de R$ 20 milhões a conselheiros do CARF e viu a dívida ser reduzida para apenas R$ 960 mil reais.

Confira os crimes pelos quais o dono e os diretores da MMC foram denunciados:

Eduardo Souza Ramos – Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
Paulo Arantes Ferraz – Corrupção ativa.
Roberto Rittscher – Formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

É para esses três milionários que Jardel será testemunha de defesa.

Diz-me com quem andas...

Compartilhe:

E a merenda?


Compartilhe:

2 de fevereiro de 2016

Mensagem de Jardel debocha dos demitidos da MMC

A mensagem abaixo, publicada no Facebook, foi lida na integra no Programa do Jardel veiculado pela Rádio Sucesso no último sábado (os trechos sublinhados em vermelho são destaques meus):


É uma bela mensagem ao povo catalano, não é? Uma mensagem forte, endereçada a uma população preocupada com o impacto da extinção de mais de mil postos de trabalho. Uma mensagem de fé em dias melhores e em uma recuperação econômica que virá. Uma mensagem de liderança, que demonstra que o que é possível ser feito está sendo feito. Enfim, uma mensagem para dar segurança e esperança aos catalanos... ou, ao menos, foi essa a intenção. Pena que confrontada com os fatos a mensagem do Programa de Jardel se torna uma enorme peça de deboche.

Por quê?! Porque Catalão é a cidade do interior de Goiás que lidera o ranking do desemprego em 2015 (dados do CAGED do Ministério do Trabalho), principalmente por causa da crise na MMC, é verdade, no entanto nenhuma nova empresa se instalou na cidade desde 2013, justamente o ano do início da Parceria com o Governo de Goiás, que seria tão benéfica para Catalão e até hoje não rendeu nem um sebazol derrancado, ao contrário de outras cidades que não tem um prefeito compadre do governador e mesmo assim receberam investimentos, indústrias e empregos.

Cadê a parceria? Cadê a vantagem de ser amigo do governador? Quando é que a relação afetuosa atraiu novas empresas, investimentos e empregos para nossa cidade?

O DIMIC continua com a mesma área de 20 anos atrás; o aeroporto, mesmo inaugurado e reinaugurado várias vezes, não possui uma única rota de voo comercial; as rodovias estaduais estão em estado de calamidade e a prometida duplicação até Goiânia já foi há muito esquecida; as estradas rurais necessitam que os próprios produtores se unam e reformem as vias para ter condições de escoar sua produção; a rede de energia da CELG continua capenga, impedindo o pleno funcionamento das industrias no horário de pico. 

A mensagem diz que não é possível intervir nos mercados internacionais, e é verdade, mas seria possível usar do prestígio e amizade para atrair empresas que foram para Pires do Rio, Ipameri, Luziânia, Jataí, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás, Itumbiara, Anápolis e outras cidades. Empresas que juntas investirão mais de 1,4 bilhão de reais e vão gerar 13 mil empregos... e nada para Catalão.


A mensagem diz também que os demitidos estão sendo reintegrados ao mercado de trabalho, o que não é verdade. Desde agosto a crise na MMC é noticiada na imprensa goiana e as demissões vinham sendo pressentidas pela sociedade catalana, mas nem assim houve por parte da Prefeitura qualquer esforço para atração de empresas ou criação de programas de requalificação profissional e empreendedorismo, nem mesmo após o começo  das demissões, deixando os trabalhadores lidarem sozinhos com o problema. 

Para fechar com chave de ouro o prefeito diz que foi convidado a testemunhar em favor da MMC e da importância da empresa como geradora de empregos e riqueza para a região sudeste, mas não é isso que está sendo julgado na ação penal da Operação Zelotes e sim a formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa supostamente praticadas pelos diretores da empresa que indicaram Jardel como testemunha de defesa (Eduardo Souza Ramos, Paulo Afonso Ferraz e Roberto Rittscher). Ou seja, nenhum deles está preocupado com o emprego dos catalanos (ou não teriam sonegado 266 milhões de reais em impostos) mas sim com escapar da prisão e das pesadas multas por sonegação fiscal que é o verdadeiro motivo da crise na MMC, pois é conhecida a intolerância dos japoneses com corrupção e os Mitsubishi certamente não estão gostando do envolvimento de sua marca em um escândalo nacional.

Mas do jeito como pensa o prefeito, pode ser que ele ache normal que os diretores da MMC soneguem, formem quadrilha e lavem dinheiro desde que mantenham a fábrica aberta e os empregos garantidos, pois "Justiça sim, mas com emprego" (acho que o correto deveria ser "emprego sim, mas obedecendo a lei"), mas o que esperar de alguém que acha normal, legal e moral um padre ficar 20 anos recebendo sem trabalhar na Assembleia Legislativa de Goiás?

Acho que a maioria da população não concorda com isso.

Compartilhe:

Assassinos cruéis a solta


Compartilhe:

1 de fevereiro de 2016

Como financiar um almofadinha*


João Doria Jr. é o típico liberal brasileiro. Exalta as virtudes da concorrência, da livre iniciativa, do empreendimento privado... Desde que aplicadas aos outros.

Entende-se: sem o apoio estatal seria impossível manter o estoque de gravatas amarelas, os pulôveres cuidadosamente repousados nos ombros, as impecáveis camisas Lacoste e os mocassins sempre lustrados. Visual coxinha by Estado.

São fartas as informações a respeito do avanço do self-made man sobre o dinheiro público: os vultosos anúncios do governo paulista em suas obscuras revistas, a constante mendicância de sua mulher, Bia, dita artista plástica, por subsídios via Lei Rouanet, a pressão por cotas de patrocínios federais a convescotes irrelevantes (um deles reuniu brasileiros em Miami para promover o Brasil).

Acrescentem-se à lista os “investimentos” ao longo do ano passado da Apex, agência de incentivo à exportação ligada ao Ministério do Desenvolvimento, no valor de 950 mil reais.

David Barioni, presidente da agência, é amigo de Doria. Um dos eventos apoiados pela Apex, realizado em Nova York, tinha o objetivo de bajular o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e falar mal do Brasil. Faz sentido.

Pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Doria é entusiasta da extinção do PT e da prisão do ex-presidente Lula. Esse viés nunca impediu governos petistas de engordar os cofres e cevar o prestígio do organizador de eventos.

Ministros de Lula e Dilma eram entusiasmados frequentadores do famoso fórum de Comandatuba, o que atraía lobistas de todos os tipos. Não era raro encontrar uma ou mais estatais entre os patrocinadores. Trata-se de um velho complexo petista.

Apesar de a realidade diariamente provar o contrário, os dirigentes do partido mantêm a esperança de serem aceitos pela casa-grande. Doria fatura alto com a baixa autoestima do PT. Não é o único. 

*Da redação de Carta Capital

Compartilhe:

Uber vs Táxi

Compartilho matéria de O Popular sobre o teste comparativo feito pelo jornal dos serviços do Uber, que começou a operar sexta-feira em Goiânia, e do tradicional serviço de táxi da capital: 


Testamos o Uber... e o táxi
Dois repórteres pediram carros ao mesmo tempo por meio de aplicativos para smartphones
O polêmico aplicativo Uber começou a funcionar no início da tarde de ontem em Goiânia e a reportagem do POPULAR testou o serviço, que aqui é oferecido em sua modalidade mais barata, o UberX. Paralelamente, experimentou também o serviço de táxi da capital. Dois repórteres pediram carros ao mesmo tempo por meio de aplicativos para smartphones. Saíram do mesmo ponto, a Praça do Chafariz, com o mesmo destino: o Aeroporto de Goiânia. Abaixo, as impressões de cada um:
De Uber
De óculos escuros e terno preto, o motorista estaciona seu Hyundai HB20, pega o passageiro e parte para a quinta corrida em cerca de duas horas. Está empolgado. Conta que é formado em Direito, ex-professor e atualmente representante comercial, atividade que pretende manter paralelamente. Tem receio de uma possível reação violenta dos taxistas goianienses - “Retaliação vai acontecer, tenho que tomar cuidado” -, mas confia no apoio financeiro e jurídico que o Uber garante, segundo ele, aos “parceiros” (como são chamados os motoristas cadastrados). 
Tempo de espera: O Uber estimou o tempo de espera em 3 minutos, mas o veículo demorou cerca de 10. O motorista perdeu tempo até me localizar. Tentei enviar uma mensagem via aplicativo, sem sucesso. Acenei, ele avistou.
Trajeto: O aplicativo falhou em mostrar a melhor rota para o aeroporto. O motorista não soube explicar por quê. Optou, então, pelo caminho que sabia, percorrendo 12 km. Não perguntou se eu preferia outro.
Mimos: Havia balas variadas em recipientes nos bancos traseiros. Nada de água ou refrigerante. Segundo o motorista, isso é opcional no caso do UberX.
Comodidade: Carro novo e limpo; bancos de couro, som e ar-condicionado, que ficou ligado. O motorista escolheu a programação do rádio. Mais tarde avisou que eu poderia controlar o som com meu celular.
Relação com cliente: O motorista se mostrou cordial e receptivo e esteve sempre aberto a conversar. Estava empolgado com o início do trabalho com o Uber.
Preço: Apesar da falha ao sugerir a rota, o Uber calculou o valor do serviço: R$ 23. Estimativa via site mostrava que ficaria em R$ 18. O pagamento só pôde ser feito por cartão de crédito e o recibo chegou por e-mail.
Avaliação: Solicitado pelo Uber, dei 5 estrelas, valor máximo, pela qualidade do atendimento. No entanto, houve falhas do aplicativo. Por rota menos congestionada, o valor poderia ter ficado ainda mais baixo.
De táxi
O motorista tem seis anos de experiência como profissional, chega em seu VW Voyage, identificado conforme determina a Prefeitura. Não possui a permissão. É motorista auxiliar e paga 115 reais por dia ao proprietário do carro, que repassa 55 reais por mês à Prefeitura. Ele participou das reuniões sobre o Uber em Goiânia, deixou a documentação preparada para ativar o serviço, mas fez as contas e acha que ainda não compensa trocar o que considera certo pelo duvidoso. “Mas vou deixar tudo pronto; se estiver dando certo, é só emitir os documentos e começar”, diz.
Tempo de espera: Foram nove minutos entre o aceite da viagem e a espera pela chegada. O táxi parou em frente a uma drogaria e me ligou para saber onde estava, informei o posto de gasolina, ele deu a volta e a viagem começou.
Trajeto: A escolha foi do taxista, que percorreu 12,8 km, passando por Marginal Botafogo e Independência. Já na Marginal perguntou se esse era o caminho desejado e lembrou que havia opção pela BR-153.
Mimos: Fora a ligação para se certificar onde eu estava, nada foi oferecido durante o trajeto. O único “ganho” foi um papel de nota fiscal extra em branco, caso eu quisesse mudar os valores da viagem.
Comodidade: O som do carro esteve desligado o tempo todo; já o ar-condicionado, ligado. Em momento algum perguntou se eu queria mudar isto. O celular dele tocou, mas não atendeu, colocando apenas no mudo.
Relação com o cliente: Experiente, o motorista conhece a cidade e conversou sobre todos os assuntos, inclusive sobre a chegada do Uber, que ele acredita que não vai vingar em Goiânia. Mas, precavido, deixou sua ativação encaminhada.
Preço: O valor no taxímetro foi de R$ 37,90, mas a falta de moedas fez com que fosse cobrado R$ 38. Na chamada via aplicativo, tive a opção de pagar por cartão de crédito ou dinheiro, que foi a escolhida.
Avaliação: O aplicativo escolhido pela reportagem também oferece a opção de avaliação do motorista, que recebeu cinco estrelas, mas, a princípio, não há qualquer interferência na relação com o trabalho.

Compartilhe: