Pensamentos aleatórios

20 de novembro de 2014

Reportagem do tiroteio em frente a boate Dubai, em Catalão


Para quem não viu, segue a reportagem do Jornal Anhanguera sobre a morte de Saimon Gonçalves, baleado em frente a boate Dubai, no centro de Catalão:


Com a morte de Saimon, Catalão soma 13 assassinatos em apenas 10 meses, índice proporcionalmente superior ao de Uberlândia, que tem 600 mil habitantes...

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19 de novembro de 2014

A criminalidade em Catalão e a omissão da Câmara de Vereadores


Faça uma rápida pesquisa sobre "homicídios" ou "assassinato" em 2014 nos blogs ou sites de notícia de Catalão e confira quantos resultados surgirão. Eu fiz, no Blog da Verdade e no Portal Catalão, e destaco aqui os principais resultados:

  • 2 de novembro: Saimon Gonçalves Vieira, 16 anos, morto a tiros na porta de uma boate no centro da cidade;
  • 1º de outubro: Paulo Henrique Santos de Andrade, 17 anos, morto a facadas, próximo a subestação rodoviária, no bairro São João;
  • 29 de setembro: Domingos Alves da Silva, morto a tiros, no bairro Nossa Senhora de Fátima;
  • 26 de setembro: Roberto de Brito Machado, 61 anos, morto a facadas, Setor Marconi;
  • 22 de setembro: Maria Honório dos Santos, 84 anos, morta por ferimentos oriundos de espancamento ocorrido em sua residência no bairro Castelo Branco, após 10 dias em UTI em Hospital de Goiânia;
  • 4 de agosto: Edson Pires Júnior, 22 anos, morto a tiros, Vila Mutirão;
  • 14 de julho: Elbson Macedo, 39 anos, morto a tiros, em um bar, no bairro Castelo Branco;
  • 18 de maio: Fernando Alves, 31 anos, morto a tiros, no bairro Monsenhor Souza;
  • 22 de abril: Geovane Souza Costa, 47 anos, morto a facadas, em sua residência, no bairro Nossa Senhora de Fátima;
  • 8 de março: Gustavo Henrique de Souza, 18 anos, morto a tiros, Jardim Paraíso;
  • 24 de janeiro: Josimar de Freitas Honomário, 24 anos, morto a facadas, Jardim Primavera;
  • 2 de janeiro: Aguinaldo Alves Rodrigues, 41 anos, morto a facadas, bairro Pontal Norte;
  • 05 de janeiro: Janderson Evangelista Purcina, 20 anos, morto a tiros, na represa do Clube do Povo.

13 mortes violentas em apenas 10 meses. E esses são apenas os destaques, não foram mencionados as tentativas de homicídio, os espancamentos, roubos com violência, brigas, vias de fato e nem os assassinatos sem solução do ano anterior.

Catalão está, proporcionalmente, mais violenta que Uberlândia e Uberaba, cidades muito maiores que a nossa, mas que apresentam índices de assassinato por grupo de 100 mil habitantes menor do que o de Catalão.

Este é, claro, um assunto de Segurança Pública, mas também um problema da sociedade catalana, afinal é um índice negativo que só cresce, a despeito dos esforços das Polícias Civil e Militar. 

E por isso mesmo chama a atenção o fato de nossos representantes eleitos na Câmara de Vereadores não terem debatido uma única vez sequer este tema desde a posse da atual legislatura (2013), tendo preferência as discussões políticas, eleitorais, quem tem a picareta maior, se o prefeito é traíra e a situação do CRAC, debatidas inúmeras vezes nos últimos 23 meses.

E isso é grave, pois o foro competente para debater qualquer problema social é a Câmara Municipal, onde a sociedade está legalmente representada, mas nossos vereadores se omitem e preferem ignorar esse grande problema, dando preferência para seus assuntos particulares. 

Essa situação tem que mudar. É preciso que esse debate que já está nas ruas chegue ao foro competente. O mapa da violência em Catalão não está restrito aos bairros periféricos, nem mesmo aos mais pobres. Qualquer cidadão pode ser a próxima vítima e, de jeito que vai, até de bala perdida vai ter gente morrendo em Catalão, enquanto isso nossos edis debatem quem será o próximo presidente da Câmara, certamente porque nenhum filho deles morreu até o momento, já dos seus eleitores...

  
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16 de novembro de 2014

Homenagem póstuma: Wisner Tartuci

Dia 11 de novembro (terça-feira) faleceu, aos 85 anos de idade, o senhor Wisner Tartuci, pessoa muito querida e conhecida em Catalão.

Amante de pescarias, ao poucos foi deixando esse lazer pelo peso da idade. Durante muito anos teve loja de móveis e uma oficina no centro da cidade, local em que consertava de tudo e onde seu filho Hélio, esposo da professora Dulcéria, continua com a mesma dedicação. Foi nesta oficina, descendo o hospital Nars Faiad, logo abaixo da Fauna PetShop, que o senhor Wisner trabalhou até os últimos anos de sua vida.

O senhor Wisner tinha um hábito curioso (pelo qual o conheci): ia todas as tardes para o Bar do Joaquim, na praça da Velha Matriz, estacionava seu Fusca e colocava sobre ele uma pequena televisão. Ali ficava por algumas horas conversando com os amigos e logo após o noticiário, que não perdia de forma alguma, retornava para casa.

O senhor Wisner deixa a esposa Lúcia, os filhos Wilson, Hélio e Fábio, as filhas Maria Rita, Lucinha e Tânia, noras, genros, netos, muitos amigos e admiradores.

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12 de novembro de 2014

Cliente desiste de nova aplicação no bumbum após saber de morte em GO

Diretamente do G1:

Comerciante diz que pagou R$ 5 mil por aumento de bumbum com falsa biomédica (Foto: Sílvio Túlio/G1)
Uma comerciante de 46 anos, que afirma ter feito uma aplicação para aumentar o bumbum com a falsa biomédica Raquel Policena Rosa, 27, disse que desistiu de fazer uma nova etapa do procedimento após saber da morte da ajudante de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos, no último dia 25. "Desisti do retoque depois que vi na TV [a notícia da morte]. Depois até tentei falar com ela [Raquel], mas não consegui", disse a vítima, que não quis se identificar, ao G1.

A mulher conta que realizou a aplicação no último dia 18 de agosto, em um hotel no Setor Central, em Goiânia. O local é diferente de onde Raquel teria feito o procedimento em Maria José, no Setor Oeste. 

A comerciante procurou o 17º Distrito Policial na terça-feira (11), mas não chegou a prestar depoimento, pois a delegada Myrian Vidal, responsável pelas investigações, não estava na delegacia.

Segundo a cliente, que afirma ter pago R$ 5 mil pelo procedimento, Raquel fez a aplicação com a ajuda de outra mulher. "Essa mulher se apresentou como uma médica, que morava no Rio de Janeiro e vinha em Goiânia uma vez por mês para fazer a aplicação. Ela disse que lá cobrava R$ 9 mil, mas aqui, como tinha muitas clientes, o preço era R$ 5 mil", revela a vítima.

Procurada, a delegada informou que tentará identificar quem seria a mulher que aplicou o produto junto com Raquel naquele dia, como relatou a cliente ao G1. A comerciante deve formalizar o depoimento à polícia nos próximos dias.
 
Filas

Assim como boa parte das mulheres que fizeram o procedimento com Raquel, a comerciante afirma que a conheceu por meio das redes sociais. Ela diz que resolveu fazer a aplicação por "não estar satisfeita com o corpo" e revela que chegou a enfrentar fila para ser atendida. "Tinha muita mulher lá, mais de 20. E chegavam outras a toda hora", lembra.

A cliente afirma que foi vítima de um "golpe" aplicado por Raquel. Segundo ela, a falsa biomédica trocou o lugar da aplicação momento antes dela ocorrer. "Inicialmente, ela falou que ia ser em uma clínica no Setor Marista, mas, quando estava indo para o local, ela me ligou e disse que tinha passado para o hotel porque o horário da clínica tinha expirado. Por isso não desconfiei de nada", revela.

A clínica no Setor Marista também é investigada pela polícia, já que Raquel teria feito algumas aplicações no local. A polícia pretende ouvir cinco testemunhas, incluindo funcionários do estabelecimento, nesta quarta-feira (12).

Outra clínica, localizada no Parque das Laranjeiras, foi interditada no último dia 28 de outubro por falta de alvará sanitário e multada em R$ 2 mil.

Praticante de artes marciais, a mulher disse que está arrependida e que, após a aplicação, sente as pernas mais fracas. Ela também reclama de dores de cabeça constantes e diárias, que não tinha antes do procedimento.

Preocupada, ela afirmou que suspeita que o produto não fosse hidrogel, mas sim silicone industrial. "Hoje, eu não acredito que era hidrogel. O que ela aplicou estava em um vidro maior, de cor marrom. O hidrogel é um gel transparente, que só vende em pequenas porções. Soube disso depois que eu fui pesquisar sobre o assunto", salienta.
 
Outra paciente

Em bate-papo, Raquel diz que não lembrava de
cliente: 'São tantas' (Foto: Arquivo pessoal)
Outra cliente de Raquel, uma empresária de 30 anos, que pediu para não ser identificada, também foi até a delegacia na tarde de terça-feira. Ela explicou que, após o procedimento, realizado no dia 18 de agosto, também sente dores de cabeças todos os dias.

"Além disso, o produto vazou. Aí, por indicação da Raquel, fiz o curativo com esparadrapo e cola instantânea", diz a mulher, que pagou R$ 2,5 mil a vista pelo procedimento, além de 10 prestações de R$ 121,74.

Ela salienta que fez a aplicação contra a vontade do namorado e que está arrependida. "Ele não me apoiou, disse que eu estava louca e que estava satisfeito com o meu corpo. Mas mulher sempre quer mais", lamenta.

Uma conversa entre as duas em uma rede social confirma que Raquel atendia várias clientes por dia. A empresária fala com a falsa biomédica, que responde: "Não me lembro. Você marcou comigo? É que são tantas pessoas que acabo me esquecendo".

Vítimas

Até agora, a Polícia Civil identificou 14 mulheres que fizeram a aplicação para aumentar o bumbum com Raquel, contando com a ajudante de leilão Maria José Brandão, que morreu. Segundo a delegada Myrian Vidal, todas relataram problemas de saúde após as aplicações nas nádegas. "Já ouvimos seis delas. As demais devem ser ouvidas nos próximos dias. Mas já temos informações de que todas passaram mal após o procedimento", disse  ao G1.

As investigações ainda tentam descobrir se o produto usado foi hidrogel, como disse Raquel em depoimento, ou silicone industrial. “Algumas das vítimas já tiveram substâncias colhidas, que são analisadas. Mas pelo que já apuramos até agora existe a forte suspeita sobre o silicone industrial. Estamos no aguardo dos laudos”, disse.

Na segunda-feira (10), o namorado de Raquel, o professor de idiomas Fábio Justiniano Ribeiro, de 33 anos, prestou depoimento e negou ter realizado as aplicações com a companheira. Ele disse que que viu a falsa biomédica comprando o produto no meio da rua, em Mogi Guaçu (SP), onde também fez um curso de bioplastia.

Quando foi ouvida pela polícia, no dia 3 de novembro, Raquel já havia descartado a participação do namorado nos procedimentos. No entanto, a polícia não acredita na versão de Fábio. Segundo a delegada, ele deve responder por exercício ilegal da profissão e, caso fique comprovado que Maria José morreu em decorrência da aplicação do produto, por homicídio. "Com o resultado do exame cadavérico, poderemos informar se no caso dele [Fábio], o crime será doloso ou culposo", pontua.
 
Fotos

Uma das clientes, de 35 anos, fez imagens do momento em que o procedimento ocorreu, em um hotel de Goiânia. A mulher, que é estudante de biomedicina e trabalha em uma clínica médica, diz que não desconfiou da postura de Raquel. “Quase morri e ainda estou assim, correndo risco de embolia, pois [o material] está correndo na minha corrente sanguínea. Estou tomando antibiótico, não durmo. Vocês não têm noção da minha tortura”, disse.

Fotos mostram cliente durante aplicações atribuídas à falsa biomédica (Foto: Arquivo pessoal)

Ela afirma que fez as sessões nos últimos dias 12 e 24 de outubro e que, logo após a segunda aplicação, se sentiu mal. Ela buscou ajuda médica e ficou quatro dias internada. Atualmente, ainda continua a fazer tratamento e diz que não consegue ver como está seu bumbum. “Eu nem olho. Fazem o curativo e eu não quero ver. Só vou olhar depois de cicatrizado, com tudo arrumado”, diz.   

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10 de novembro de 2014

Caso da Biomédica charlatã: Raquel pode ter aplicado silicone industrial ao invés de hidrogel


Para quem não viu, segue reportagem de hoje, 10 de novembro, do Bom Dia Goiás, sobre o andamento do caso de Raquel Policena Rosa, a biomédica charlatã de Catalão, agora suspeita de aplicar silicone industrial ao invés de hidrogel:


A cliente diz que fez as sessões nos últimos dias 12 e 24 de outubro e que, logo após a segunda aplicação, se sentiu mal. Ela buscou ajuda médica e ficou quatro dias internada. Atualmente, ainda continua a fazer tratamento para tentar reverter o quadro e eliminar riscos de ter embolia e trombose. “Está infeccionado, estou drenando, tomando antibiótico e remédio para dor. Eu não estou vivendo”, lamentou.

Segundo a delegada Myrian Vidal, titular do 17º Distrito Policial de Goiânia e responsável pelo caso, além da vítima fatal, outras sete mulheres já prestaram depoimento e confirmaram que fizeram o procedimento com a suspeita. Outras quatro já foram identificadas e devem prestar depoimento nesta semana. Myrian diz que o relato das vítimas reforça a suspeita de que Raquel possa ter usado silicone industrial nas aplicações, diferente do que disse em depoimento, no último dia 3. “Identificamos já várias vítimas da Raquel e dentre elas algumas que já passaram por atendimento médico, ou seja, já foi drenada alguma substância do glúteo delas. Algumas têm nos informado que existe a possibilidade daquilo ser silicone industrial”, disse.

O advogado que defende Raquel, Ricardo Naves, diz que a polícia precisa fazer uma análise profunda sobre o produto usado, principalmente para saber se ela tinha noção de riscos. "Se ela utilizou um produto que é nocivo, e talvez letal, é preciso saber se ela tinha consciência disso. E mais: se ela adquiriu esse produto sabendo disso", afirmou.

Para a vítima de 35 anos, o uso de silicone industrial é a hipótese mais provável. “No momento eu achava que era hidrogel, mas hoje, com as consequências que estou tendo, acredito que seja silicone industrial mesmo”, diz. Estudante de biomedicina, a mulher conta que não desconfiou de Raquel. “Eu foquei pelo lado de mulher, não dá área de saúde. O lado de você querer perfeição barato, entendeu? Porque da área de saúde eu nunca indicaria, tanto é que na primeira eu já achei estranho fazer no hotel, achei o cúmulo do absurdo”, relatou.

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8 de novembro de 2014

A maior bancada do Congresso Nacional: A bancada do bife!


Como é de conhecimento geral, os deputados federais se juntam em bancadas, formadas por parlamentares de diferentes partidos, mas unidos por objetivos em comum: bancada ruralista, bancada evangélica, bancada dos empresários, bancada sindical, etc. Mas na próxima legislatura (2015-2018) a maior bancada do Congresso será uma nova agremiação, unida não por interesses comuns de seus membros, mas sim por quem financiou suas campanhas.


Os 10 maiores financiadores das campanhas eleitorais ajudaram a eleger 70% da nova Câmara Federal, ou seja, 360 dos 513 deputados federais, segundo revelou hoje reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. As empresas do grupo JBS, da família do empresário José Batista Júnior, que tentou sem sucesso disputar a eleição para governador pelo PMDB, doou R$ 61,2 milhões para 162 eleitos.

Com esse investimento a empresa de frigoríficos elegeu a maior bancada na Câmara, apelidada pelo Estado de S. Paulo de “bancada do bife”. Os bancos também aparecem entre os grandes doadores. O Grupo Bradesco doou R$ 20,3 milhões para 113 deputados de 16 partidos, formando a segunda maior bancada empresarial. Ficou à frente do Itaú, que contribuiu para 84 novos deputados.

Segundo o jornal, como setor, as empreiteiras têm a maior presença entre os top 10 doadores da nova Câmara. Estão entre eles a OAS, Andrade Gutierrez, Odebrecht, UTC Engenharia e Queiroz Galvão.

O juiz Márlon Reis, um dos redatores da Lei da Ficha Limpa e autor do livro Nobre Deputado, repercutiu a reportagem em sua conta no Twitter: “Você acredita que os eleitores definem quem serão os deputados?” E emendou: “Frigorífico JBS ‘elegeu’ a maior bancada da Câmara. Eleitores perderam a eleição”, afirmou.


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